Estava entardecendo
quando fui pra praça, sentei-me em um banco gelado, acendi o cigarro e desejei
que o dia acabasse logo, foi complicado perder o emprego, depois que sai da
casa de meus pais tudo foi difícil, não parece tão complicado quando se tem
comida na mesa e roupa lavada, mas os problemas e cobranças também me
consumiam, estava na hora de virar homem e pagar minhas próprias contas, fiquei
sentado sozinho ali por mais alguns minutos, o sol estava baixando e o lugar
esvaziando teria tempo pra por a cabeça no lugar, foi quando uma garota se
sentou ao meu lado.
Eu lhe lancei
um olhar desaprovador, por que essa indigente não sentou-se em outro banco com
tantos vazios? Foi visível que ela havia percebido mais por incrível que pareça
não se incomodou abriu um livro e o qual realmente parecia estar lendo, mas eu
queria solidão, então dei uma boa tragada e soprei a fumaça em sua direção
queria ver ela manter-se ali depois dessa.
Ela abanou-se e
murmurou alguma coisa consigo mesma, mas se manteve ali, mas que impertinência
pensei, eu ia mudar de lugar “era o jeito”, droga mais e meu orgulho onde fica?
Eu tinha chegado primeiro não tinha? Ok, o banco não era meu, mas e a educação?
Ela me olhou nesse momento e sorriu por mais estranho que a situação fosse ela
ainda estava ali e sorrindo? Porque ela estava sorrindo? Depois de um dia
terrível ainda aparece alguém para debochar de mim? “Que ótimo”, ela mudou de
posição estava de costas para mim agora, fiquei com raiva de mim por querer
saber o que ela estava fazendo, momentos depois ela volto ao normal, tampou a
uma caneta pegou suas coisas e se sentou no banco á minha frente.
Finalmente eu
pensei, acabei o cigarro o joguei no chão e pisei em cima automaticamente,
quando voltei a olhar para ela, ela encarava o meu lado do banco, que garota
bisara, tentei disfarçar antes de olhar, percebi então um papel ali, nossa que
criativo, da onde veio tanta loucura? O que ela queria afinal? Era pra mim ou
ela simplesmente esperava que fosse levar pra ela? Há eu não ia dar a ela esse
gostinho, decidi ignorá-la. Há mas que droga eu estava louco para pegar o
papel, foram longos os minutos seguintes, mas pelos motivos errados, eu deveria
estar desesperado ou ate mesmo enfurecido por meus problemas, mas não, eu só
estava “curioso”, quem era ela? O que queria? Eu fui muito grosso? Eu ate
tentava disfarçar, mas eu estava sem muito sucesso, afinal ela sempre estava
olhando pra mim.
Mais alguns
minutos passaram ate ela ir embora, como se minha vida dependesse daqui peguei
o papel assim que ela sumiu, ele dizia:
“- Oi, estou te
incomodado né? Eu sei as vezes é bom ficar sozinho, mas é ainda melhor
conversar com alguém diferente, nos faz parar de pensar nos problemas, eu ia
falar com você mas parecia irritado, se foi por minha causa me desculpe só
queria lhe fazer companhia, é ruim ficar só quando mais se precisa de alguém,
bom se mudar de idéia e quiser conversar estou na sua frente, ou me liga eu,
bem eu ia gostar de saber o que pode ter deixado uma cara tão bonito com essa
carranca feia.”
Ótimo a única pessoa que decide me ajudar eu desprezo, mas nem tudo estava perdido o numero dela estava ali, deu deveria-me desculpa não é? Afinal joguei nicotina na cara da menina! Droga ela já me acha um idiota. Eu levante na esperança de achá-la por onde havia sumido, mas nada, nada dela, mas achei algo que me tirou um sorriso, outro bilhete no banco da frente, o qual dizia:
"-Eu sei que não iria ler enquanto eu estivesse por perto, mas
agora que já leu por que não olha pra traz?" -NatieliMz
PS.:Me perdoem a falta de imaginação, sei que ficou sem final, mas já não sabia como acaba-lo.





